terça-feira, 2 de setembro de 2014

Quem já ouviu Semisonic?

Hoje, o papo é sobre música. O Atemporal viajou no tempo e apresenta a você um pouco do rock alternativo do Semisonic. O grupo criado em 1995 - em Minneapolis no estado de Minnesota, nos Estados Unidos - surgiu depois que a Trip Shakespeare se desfez. Os integrantes, Dan Wilson (Guitarra/Vocal), John Munson (Baixo) se uniram ao guitarrista Jacob Slichter e formaram uma nova banda.
Neste mesmo ano foi lançado o primeiro trabalho, " Pleasure", um EP (sigla em inglês de Extended Play, um cd com número menor de músicas). Em 1996, veio o álbum completo, "Great Divide".
Você com certeza deve ter ouvido alguma música desses caras. O som é bem marcante. Um rock meio Indie... Som alternativo bem elaborado. Uma das canções mais conhecidas é de 1998, "Closing Time". Foi inclusive trilha sonora de filmes recentes.



Uma outra canção que fez bastante sucesso foi "Secret Smile". Em 1999, foi uma das mais tocadas nas rádios do Reino Unido.



"All About Chemistry", que traz uma música com o mesmo título é um cd de 2001.



Em 2002, veio "One Night at First Avenue". Um álbum gravado ao vivo na cidade onde o grupo nasceu. Esta foi a última gravação do Semisonic até o momento.

Foram sete anos juntos. Hoje, integrantes do Semisonic fazem trabalhos solo. Volta e meia realizam alguns shows como nos velhos tempos. Em entrevista à revista Rolling Stone no ano passado,  Dan Wilson - que atualmente faz apresentações sozinho - disse que a banda "não é uma porta fechada". Pensa até que um novo álbum com o grupo seria interessante.
Vamos aguardar então. Porque a boa música não pode parar.

domingo, 31 de agosto de 2014

Um Pouco Sobre a Vida

A vida é feita de aprendizados. Lições que acumulamos ao longo do tempo. Sentimentos que são acrescentados a cada nova vivência e aqueles que amadurecem com os novos acontecimentos. Sim, alguns sentimentos nos acompanham ao longo de toda a vida e se transformam à medida em que lidamos com eles. Amor, ódio, frustrações, medos... São constantes. O cotidiano nos coloca em contato com situações que nos levam a essas sensações com frequência.
Tenho refletido a respeito disso ultimamente. Um desses sentimentos me veio à tona quando visitei minha cidade natal, Brasília de Minas. Fui a lugares onde passei minha infância. A pracinha da igreja Matriz é um desses locais. Perto de minha antiga casa e cheio de verde, paz... Ir para lá era sempre festa. E foi quando voltei lá que me lembrei, que além da alegria tinha também medo, sim medo, quando chegava perto dessa escadaria. Ela era enorme aos meus olhos. Tinha medo de cair daí. Descia com cuidado. Na correria típica de criança, me desequilibrei, tropecei algumas vezes. Talvez da lembrança dessas quedas viesse o medo.
O tempo passou. Hoje, a escada parece menor. O receio de descer ou subir os degraus já não existe. O que sinto, quando volto aqui é saudade do tempo em que uma das minhas preocupações era simplesmente tomar cuidado com a escada. A travessia que passou a ser cheia de receio, agora é conduzida pelas recordações inocentes.
Foi imersa nessa sensação de leveza dos primeiros passos, das emoções passadas que já não se parecem nada com as hoje que vi que mesmo distantes estas sensações têm um elo. Um caminho que foi percorrido até chegar ao momento presente.
Dia após dia, a vida nos coloca à prova, nos testa mesmo. Temos os mesmos sentimentos em situações diversas. Caímos, nos levantamos, seguimos. Tentamos de novo e de novo. Se formos persistentes e conscientes dos caminhos a serem seguidos, vencemos. E é aí, quando nos superamos, quando passamos por cima do que antes nos parecia impossível é que vemos que os medos de antes, lá do início, que deixamos para trás, não tinham muito sentido.
Um dia, voltamos para encarar cada um deles. Aí, notamos que já não existem. Eles sumiram quando nos esquecemos deles, quando surgiram desafios maiores. Crescemos, em estatura talvez, mas com certeza em maturidade. Porque a vida é isso: crescimento constante. Um emaranhado de emoções que ora são positivas e nos enchem de alegria, ora negativas e nos fazem ver que é preciso lutar.
No fim das contas, a vida - essa professora - quer mesmo é nos ensinar que o equilíbrio existe e nos faz bem.
A inconstância nos mostra que nada é eterno. Entre altos e baixos, temos a chance de balancear nossas emoções Tem uma frase do Guimarães Rosa que sempre me lembro. "O real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia". Estamos de passagem por aqui. Vivemos de pequenos ciclos que começam e terminam. O que levamos de cada um desses períodos se reflete no que vem adiante. São nessas travessias que nos encontramos um pouco mais, nos descobrimos. Bom, o assunto é extenso. Sei que ainda tenho muito o que aprender. Sobre essas travessias, tenho também muito o que falar. Vou guardar para outro post.





quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Ser Canhoto em um Mundo de Destros

Oi, gente! Com as férias decidi dar uma passadinha aqui no blog. Mas hoje, não foi por acaso. É para falar sobre uma data que pouca gente conhece. Sabia que 13 de agosto é dia do canhoto? Consequentemente, meu dia. Somos cerca de 10% da população mundial!Segundo a Revista Galileu, decidiram fazer esse dia para "lembrar das dificuldades que enfrentramos". Eu, particularmente, não vejo bem como dificuldades, já que nos adaptamos bem e com certa facilidade a tudo.Sinceramente, amo ser canhota!
Refletindo sobre isso e revirando textos antigos, encontrei um que fiz em 2009 sobre o assunto. Decidi compartilhar com vocês. ;)



O que lhe vem à mente quando ouve ou lê: Esquerda, canhoto. Seja sincero. Ao ler a primeira palavra pensou em oposição, algo errado, que contraria as regras vigentes. E quando viu a segunda, logo imaginou alguém que escreve de forma diferente, engraçada. Alguém que não passa por dificuldade alguma em “mundo de destros”.

 Isso mesmo, num “mundo de destros”. Discorda? Bem, vamos analisar então. Quando entra em um Ciber Café, vai à casa de algum amigo ou entra em algum laboratório de informática você utiliza qualquer computador sem nenhum problema, certo? O mouse está de que lado? Direito, não é?! Digo isso com tanta certeza pelo número de vezes em que tentei adaptar essa parte do computador para que fizesse meus trabalhos com maior rapidez. No fim, quem se adaptou fui eu. Hoje, apesar de ser canhota, manuseio o mouse como uma “perfeita destra”.

As regras de etiqueta não ficam para trás. A distribuição dos copos e talheres na mesa decididamente não foi feita pensando em nós.

Falando em mesa, me lembrei da falta, para não falar ausência, de carteiras para canhotos em escolas e universidades. Carteiras para destros, consideradas desconfortáveis por eles mesmos, são uma máquina de tortura para nós. Já prestou atenção na postura de alguém que escreve com a mão esquerda numa mesa desse tipo? Para ter uma ideia do que passamos, tente escrever em uma cadeira para canhotos. Pode ter certeza de que não vai gostar. Só tem um problema, você só poderá fazer este teste se encontrar uma mesa para canhotos, o que é meio difícil.

Sei disso pelas situações inusitadas pelas quais passei, inclusive antes de entrar para a universidade. Normalmente, nas fichas de inscrição para o vestibular há um espaço para informar se o candidato é destro ou canhoto. Em uma das universidades para a qual prestei vestibular, não havia qualquer pergunta relacionada ao assunto. Quando fui fazer a prova, me deparei com uma carteira para destros. Falei com os responsáveis e após algum tempo me trouxeram a mesa correta. 

No ensino primário, alguns professores ao perceberem que um de seus alunos era canhoto, logo tentavam torná-lo destro . Lembro-me de que nessa fase, quando pegava o lápis ou a tesoura em sala de aula, a turma parava por instantes e comentava sobre meu jeito de escrever e recortar (que neste caso é com a mão direita, rsrs).

O olhar de espanto ou admiração ao nos verem escrever é comum. Já me acostumei a ouvir coisas como: “Você é canhota!”, “Ela escreve com a mão esquerda!”, “É engraçado te ver escrevendo”.... 
Em meio a este universo fizemos algumas conquistas. Já encontramos abridores de latas feitos para nós, sabia?! Sim, com os convencionais é meio complicado abrir latas... Mas amo ser canhota. Tenho certeza de que todos os que escrevem com a mão esquerda também. É engraçado, porque observamos detalhes que no dia-a-dia passam despercebidos para muitos. Também nos tornamos detalhes que se destacam em meio à maioria, principalmente na hora de usar caneta e papel. Ser canhoto é assim... Simples e divertido. Tudo depende da forma como se olha para as coisas.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Felicidade...

A felicidade tem cheiro, cor, sabor... É possível tocá-la e ouvi-la.
A felicidade tem cheiro de terra molhada, das flores preferidas... Tem cheiro de infância que se faz presente em pequenos detalhes.
Tem a cor do céu azul que traz  a alegria dos dias de sol... O tom das nuvens de chuva que trazem lembranças de momentos bons.
O doce sabor da vida que dá a instantes especiais um gostinho de "quero mais".
Tocamos a felicidade quando sentimos a força do abraço de quem nos quer bem. Quando estamos junto de quem emana amor, paz e tranquilidade.
A felicidade está no som dos pássaros que cantam ao amanhecer, que encantam os dias com um jeito tão suave.
Felicidade é evoluir e encher-se de alegria ao se voltar para as origens e encontrar em si mesmo tudo isso. É ver que ela está no ser e no que ele traz consigo.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Sobre as Mudanças da Vida


Mudar dá trabalho, mas tem suas recompensas... Foi a conclusão a que cheguei depois de fazer minha mudança de casa. Nesse processo, desfazemos tudo o que “construímos” ao longo do tempo, nos deparamos com pedaços de nós deixados para trás... Desejos, planos... Quantos deles realizamos, quantos abandonamos. Quanto ainda está por vir...
Recordações, bons momentos esquecidos no baú da memória e reencontrados em gavetas. Guardados como relíquias cujo valor só pode ser medido por nós mesmos. Assim como a mudança no espaço físico, as transformações da vida passam pelos mesmos processos. Muitas vezes não nos damos conta, mas o tempo e as circunstâncias vão nos moldando. Aos poucos, nos transformamos em novas pessoas. Sem perceber, deixamos para trás parte de nossos sonhos, para quem sabe, retomarmos os planos no futuro.
O futuro chega... E volta e meia paramos para pensar se chegamos aonde queríamos. É hora de abrir as gavetas e baús de lembranças, nos confrontarmos com o que guardamos. Separamos o que achamos que ainda serve, descartamos o que era apenas ilusão momentânea. Nem sempre é fácil. Junto com tudo isso vêm também a separação, o gostinho antecipado da saudade... Um sentimento que insiste em nos prender onde estamos. Mas sabemos: é preciso seguir.
Hora de arrumar tudo de novo, refazermos nosso espaço com o que cabe nele, do nosso jeito.  Momento de adaptação. Percebe-se, aos poucos, que a novidade veio para renovar experiências, trazer novas expectativas. É aí que começa a real transformação. Claro que junto com ela virão desafios, mas o que seria a vida sem eles?
Depois de colocarmos tudo no lugar, quando temos a sensação de missão cumprida, vem o resultado do esforço físico: o cansaço.
É... Mudar não é fácil. Causa dor no corpo, traz dor na alma, exige coragem... Mas, acredite: tem suas recompensas. Como diz Taiz Gomes, uma amiga minha: “Mudar é para poucos. Eu espero que seja para você”.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

30


É impressionante...
Como o “ao lado” se torna distante.
O tudo se torna nada
Sem necessidade de palavras.
Os minutos parecem eternidade
Que dão vida à saudade
E a tudo o que era.
Os dias são rotina pautada na espera.
A mudança grita para surgir.
Possibilidades começam a se abrir.
Se aproxima a hora da decisão.
Equilibrar a mente com o coração.

domingo, 8 de maio de 2011

Para uma mãe em especial

Bom, hoje, Dia das Mães, vou falar sobre uma mãe em especial: minha avó materna. Há menos de um mês ela nos deixou, mas as lições de vida semeadas enquanto estava entre nós permanecem vivas. Este foi o primeiro dia das mães sem sua presença. Deu um vazio... Foi estranho ir à Brasília de Minas e não ir à casa dela. Deu saudade do rostinho feliz ao me ver chegar pra visitar, o abraço...
Minha avó, Dindinha como era chamada, foi um exemplo de força, determinação, bom caráter e doçura. Sempre exigiu dos filhos conduta exemplar. Era rigorosa com a disciplina e ao mesmo amável. Amou e educou a todos da mesma forma, os preparou para o mundo, formou uma família unida. União fácil perceber inclusive agora.
Como avó, que dizem que é mãe duas vezes, foi a melhor avó do mundo. Também nos cobrava respeito, fazia questão de reforçar a importância da mãe em nossas vidas. Falava o quanto devemos amar quem nos deu a vida. Talvez, preocupação de mãe com a felicidade e tranquilidade dos filhos, uma forma de compartilhar a responsabilidade pela educação dos netos. Ela também brincava com a gente, fazia questão de contar como foi a infância dela, mostrava pra gente as brincadeiras da época. E olhe, isso me ensinou a usar a imaginação, não ser dependente da indústria dos brinquedos. Aprendi a valorizar mais o "SER", porque o "TER" não paga nem vale tanto quanto um sentimento sincero.
Uma das lembranças que tenho de minha infância eram os dias em que ela vinha da fazenda (quando mais nova ela morava na fazenda onde viveu com meu avô) e ficava lá em casa. Todos os dias de manhãzinha - ela sempre acordou cedo - assim que o sol saía ela ia para o quintal e sentava para "esquentar o sol", como dizia. Eu ia junto, amava ficar ao lado dela ouvindo histórias...
Outro fato que me marca eram os dias em que eu a acompanhava até a missa. O sorriso no rosto dela, toda orgulhosa falando pras amigas da igreja: "Ela é minha neta"! O tempo passou... Ela foi se tornando cada vez mais frágil. Teve Alzheimer, mas nunca esqueceu o nome de nenhum dos filhos. Sempre se lembrou das datas de aniversário de todos, inclusive do meu. Tão pequeninha, aparentemente frágil, mas com um coraçãozinho enorme, sempre preocupada com todos ao seu redor.Queria ver todos felizes, que todos nós fôssemos felizes.A saudade ainda dói, mas é compensada pelos exemplos que deixou, pela certeza de que tivemos ao nosso lado uma pessoa mais do que especial. Uma mãe exemplar, que criou filhas maravilhosas, que se tornaram mães incríveis. Graças a ela digo hoje que tenho a melhor mãe do mundo!