Dizem que jornalismo é estilo de vida. Pra mim, tem sido lição de vida. Pensando em tudo o que vivi ao longo destes anos e as situações a que a notícia me apresentou decidi fazer uma lista de algumas das coisas que aprendi.
1- Você é mais forte do que imagina. A vida vai te colocar à prova muitas vezes. E o que você achava que não conseguiria encarar, de repente, tirou de letra.
2- A vida é um sopro. Tudo o que parece estar bem agora pode acabar em segundos, de forma inesperada. Pode soar como pessimismo, mas as tragédias que presenciei me mostraram isso claramente. O que restou a quem ficou além da saudade? As boas lembranças. E são elas que levam ao aprendizado número 3.
3- O que você faz com mais frequência é sua marca na vida. Suas ações mostram por quais motivos vai ser lembrado.
4- Ou você controla as suas emoções ou suas emoções vão te controlar. Isso exige tempo e auto-conhecimento. E é fundamental em situações extremas.
5- Tenha foco. Não se distraia com pouca coisa.
6- Seja objetivo. Pra que dar voltas?
7- A beleza mora na simplicidade. Tudo o que exige muito enfeite, no fundo, quer esconder alguma coisa não muito bonita. O exagero complica. Vamos simplificar?!
8- Toda história tem mais de um lado. Escute todos com atenção. Procure não julgar.
9- Educação e respeito nunca são demais.
10 - "Hay que endurecer, pero sin perder la ternura"... Para finalizar, seja forte mas não perca a sensibilidade. Manter a leveza, o olhar atento às delicadezas da vida torna a caminhada mais tranquila, ajuda a crescer.
segunda-feira, 16 de julho de 2018
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
Colônia Do Sacramento: Onde o Uruguai começou
De férias em Buenos Aires, meu marido e eu decidimos visitar o Uruguai. A ideia inicial era ir a Montevideo. A viagem é de ferry boat pelo Rio da Prata, dura duas horas e meia e dá pra ir e voltar no mesmo dia. Diante da infinidade de coisas que existem por lá pra conhecer e levando em consideração que reservamos só um dia pra isso, optamos por Colônia do Sacramento. Foi, sem dúvida, a melhor escolha.
A viagem dura uma hora no ferry boat. Dá pra conhecer a parte histórica da cidade em um dia tranquilamente e ainda desfrutar um pouco do clima local. Saímos de Buenos Aires às sete e meia da manhã. Chegamos a Colônia, às 8:30. A vista, ainda do barco, é encantadora.
Colônia do Sacramento foi povoada primeiro por portugueses, em 1680. Eles invadiram o que seria território espanhol segundo o Tratado de Tordesilhas, para traficar escravos, ouro e prata. Foi nomeada inicialmente como Nova Colônia do Santo Sacramento. O local é estratégico, uma península no rio da Prata. Foram 97 anos de disputa entre Portugal e Espanha, até as terras voltarem para o domínio hispânico. Uma curiosidade: durante todo esse tempo, portugueses e espanhóis nunca ocuparam simultaneamente o mesmo espaço.
O vilarejo onde tudo começou fica atrás de uma muralha, o bastião de São Miguel. Logo na chegada, os visitantes se deparam com um cenário que lembra os filmes medievais. A ponte elevadiça controlava a entrada dos moradores da época.
Em 1995, Colônia do Sacramento foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural pela Unesco. É o único patrimônio desse tipo no Uruguai. As casas foram restauradas para que ficassem como séculos atrás. A sensação é de uma viagem no tempo em alguns momentos. Nas ruas, ficam evidentes os traços lusos e hispânicos dos anos de disputa e ocupação. Casas portuguesas, mais simples, baixas... Casas espanholas, de arquitetura imponente, altas, com resquícios da influência moura.
A simplicidade faz de Colônia um lugar acolhedor. Flores nas fachadas, praças verdes, calmaria. A parte histórica é relativamente pequena, como disse antes, dá pra conhecer em um dia. E, talvez, justamente por isso, por sentir o tempo passar diferente, seja tão sedutor. O povo é de uma simpatia à parte, sempre com um sorriso no rosto e solícito.
Por se tratar de uma área turística, lá o comércio aceita tanto Peso Uruguaio, Peso Argentino quanto Real. O que, no nosso caso, facilitou bastante. A viagem foi em agosto, mês de inverno, e quanto mais ao sul, mais rigorosa a estação. Por isso, é bom verificar o clima antes de fazer as malas. No meu caso, levei bastante agasalho daqui do Brasil.
Bem perto do porto, onde as embarcações chegam e saem durante todo o dia, dá pra descansar admirando o Rio da Prata, ouvindo o canto dos pássaros. Pra quem curte a natureza, é tudo de bom.
A viagem dura uma hora no ferry boat. Dá pra conhecer a parte histórica da cidade em um dia tranquilamente e ainda desfrutar um pouco do clima local. Saímos de Buenos Aires às sete e meia da manhã. Chegamos a Colônia, às 8:30. A vista, ainda do barco, é encantadora.
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| Colônia do Sacramento vista pelo Rio da Prata. |
O vilarejo onde tudo começou fica atrás de uma muralha, o bastião de São Miguel. Logo na chegada, os visitantes se deparam com um cenário que lembra os filmes medievais. A ponte elevadiça controlava a entrada dos moradores da época.
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| Portão de entrada do vilarejo onde começou o povoamento do Uruguai. |
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| Ponte vista do alto da muralha. |
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| Casa portuguesa, uma das primeiras do povoado. |
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| Construção de arquitetura espanhola. |
A simplicidade faz de Colônia um lugar acolhedor. Flores nas fachadas, praças verdes, calmaria. A parte histórica é relativamente pequena, como disse antes, dá pra conhecer em um dia. E, talvez, justamente por isso, por sentir o tempo passar diferente, seja tão sedutor. O povo é de uma simpatia à parte, sempre com um sorriso no rosto e solícito.
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| O carro antigo se transformou em um mini jardim... |
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| Flores enfeitam as fachadas de casas e do comércio. |
Por se tratar de uma área turística, lá o comércio aceita tanto Peso Uruguaio, Peso Argentino quanto Real. O que, no nosso caso, facilitou bastante. A viagem foi em agosto, mês de inverno, e quanto mais ao sul, mais rigorosa a estação. Por isso, é bom verificar o clima antes de fazer as malas. No meu caso, levei bastante agasalho daqui do Brasil.
Bem perto do porto, onde as embarcações chegam e saem durante todo o dia, dá pra descansar admirando o Rio da Prata, ouvindo o canto dos pássaros. Pra quem curte a natureza, é tudo de bom.
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| Parque ao lado do porto. |
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Sobre a Felicidade
"O que faz você feliz"?A sensação do vento acariciando o rosto, comprar algo que desejava muito... Um abraço sincero, um presente inesperado. Entre coisas e sentimentos o que fica claro é que a felicidade é subjetiva. É pessoal e intransferível.
Enquanto alguns a encontram em festas agitadas, bebedeira e muito barulho, outros são plenamente felizes na mais pura tranquilidade. Se para uns felicidade é ter, pra outros basta ser.
Ser leveza, ser sinceridade. Ser de verdade. As horas de conversa com alguém querido podem valer mais que o mais caro dos bens materiais. Presença vale mais que presente.
Difícil é, nos dias de hoje, em um mundo tão globalizado fazer valer essa subjetividade. Ao invés de dar espaço à diversidade parece que se quer unificar o que é plural. Na correria, se esquece de observar a essência de cada um. E o que nos faz únicos no mundo se perde aos poucos em meio à generalizações.
A vida é curta. Cada segundo nosso vale muito. Façamos valer nossa passagem na Terra. Vida foi feita pra viver. E que seja vivida em sua plenitude, com o que faz nosso coração bater de verdade. Ser feliz é simples, a gente é que complica querendo o que o mundo estabelece como o ideal pra nós.
Que a felicidade seja vista ao presenciar o desabrochar das flores, ao assistir ao nascer ou por do sol. Que seja perder a hora numa conversa com amigos ou estar com a família e compartilhar sentimentos. Que sejamos felizes ao termos esses pequenos momentos, cada vez mais raros.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
"Agradecer também faz parte da Oração"
Gratitude. Gratitud. Gratidão.
O título é de uma música do Ivo Mozart. As primeiras palavras do texto, uma palavra que não sai da minha cabeça, escrita em alguns idiomas.
Palavrinha simples que tem o poder de movimentar o mundo, amolecer os corações mais duros, despertar os mais sinceros sentimentos.
Mas só é grato quem consegue ver além. Ao invés de obstáculos, que tal desafios a serem superados? Ao invés do "não", que tal enxergar um "ainda não é a hora"?
É preciso calma para respirar e reconhecer o valor de cada segundo que o presente nos dá. Reconhecimento, aliás, é a essência da gratidão. Não por acaso, no francês "reconnaissance" - ou reconhecimento - é uma das palavras usadas para se referir a este gesto muitas vezes tão esquecido.
É dela que nascem novas possibilidades. Ela fortalece os laços, cria ligações muitas vezes inimagináveis. Quanto mais se agradece, mais portas se abrem, mais a vida acontece.
Só que é fundamental entender as mensagens das entrelinhas. Gratidão é sentimento que nasce nos detalhes, É virtude de poucos. Atitude de quem tem coração nobre.
O título é de uma música do Ivo Mozart. As primeiras palavras do texto, uma palavra que não sai da minha cabeça, escrita em alguns idiomas.
Palavrinha simples que tem o poder de movimentar o mundo, amolecer os corações mais duros, despertar os mais sinceros sentimentos.
Mas só é grato quem consegue ver além. Ao invés de obstáculos, que tal desafios a serem superados? Ao invés do "não", que tal enxergar um "ainda não é a hora"?
É preciso calma para respirar e reconhecer o valor de cada segundo que o presente nos dá. Reconhecimento, aliás, é a essência da gratidão. Não por acaso, no francês "reconnaissance" - ou reconhecimento - é uma das palavras usadas para se referir a este gesto muitas vezes tão esquecido.
É dela que nascem novas possibilidades. Ela fortalece os laços, cria ligações muitas vezes inimagináveis. Quanto mais se agradece, mais portas se abrem, mais a vida acontece.
Só que é fundamental entender as mensagens das entrelinhas. Gratidão é sentimento que nasce nos detalhes, É virtude de poucos. Atitude de quem tem coração nobre.
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
DESACELERA...
Desacelera, Ana Cláudia. De-sa-ce-le-ra!Esse verbo tem me acompanhado há algum tempo. Com mais frequência, nos últimos anos, quando passei a me dividir em mil e uma funções. Das aulas de pilates às de direção, tive que me concentrar em diminuir o ritmo. Tarefa difícil, principalmente quando nos acostumamos a correr sem parar para pensar na rotina frenética em que nos colocamos.
Sim, tudo na vida é uma questão de escolha. Movidos por uma necessidade momentânea ou a longo prazo acumulamos responsabilidades, planos... Nos perdemos em nossos planejamentos. Contamos as horas, traçamos roteiros para nossas vidas. Temos que cumprir metas.
Na ditadura dos relógios, em busca do que projetamos adiante, acabamos por deixar passar - por vezes - o essencial. Quando a gente desacelera percebe tudo com mais clareza. É aí que temos a chance de observar, com CALMA, o que a alma tem de fato a dizer.
É devagar que a vida vai dando certo. É aos poucos que a vida acontece. Respire fundo, sem pressa. Desacelere seus pensamentos... Crie uma nova rotina. Sinta a vida ao invés de simplesmente achar que vive. A mudança acontece. No tempo certo, quando tem que ser. Sem ansiedade o olhar sobre o mundo é diferente. Com mais leveza é mais fácil ser feliz.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Ana... Crônica
Observadora do tempo...
Dona de mim.
Calmaria ou tormento.
Início ou fim.
Na relatividade do universo
Sou Ana... Crônica.
Prosa em verso.
Nota desarmônica
Na busca do melhor tom
Antagônica sinfonia
Bem e mal, mau ou bom
Equilíbrio, vida em harmonia.
Dona de mim.
Calmaria ou tormento.
Início ou fim.
Na relatividade do universo
Sou Ana... Crônica.
Prosa em verso.
Nota desarmônica
Na busca do melhor tom
Antagônica sinfonia
Bem e mal, mau ou bom
Equilíbrio, vida em harmonia.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Attraversiamo: Um Pouco Mais Sobre as Travessias
"O real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia"
A frase de Guimarães Rosa é para lembrar o post sobre a vida e suas travessias e, claro, retomar o assunto conforme foi prometido. Essa travessia cheia de vida, com seus altos e baixos existe para mostrar a efemeridade das coisas, de nós mesmos. Vivemos intensamente emoções. Quantas vezes achamos que a dor não iria passar, e passou? Na empolgação da alegria nos esquecemos que ela também não é eterna.
Viver plena e conscientemente cada instante que a vida nos proporciona é que dá sentido a ela. É o se conhecer para evoluir. Avançar, abrir caminhos e atravessar a fase na qual se está. Termina um período, outro tem início. Todo novo começo vem do fim de um outro começo. As travessias são importantes para o crescimento. E não foi só Guimarães Rosa quem destacou isso não.
A escritora norte americana Elizabeth Gilbert falou sobre o mesmo assunto em uma de suas mais conhecidas obras: "Comer, Rezar e Amar". O termo usado é um verbo em italiano: "attraversiamo" , que significa vamos atravessar. Assim mesmo, conjugado na primeira pessoa do plural. Porque todos nós fazemos nossas travessias. Algumas vezes juntos, dividindo sentimentos e sensações. Outras, acompanhados de nós mesmos, numa jornada que precisa ser vencida pelo "eu".
Liz Gilbert, em suas andanças na busca por ela mesma, pela pessoa que se perdeu em meio a expectativas e rotinas alheias à sua, descobre o mundo e se encontra. Conhece o verbo "attraversiamo" em sua passagem pela Itália. Em seguida, descobre que cada um deve ter uma palavra para se identificar com a vida. Ao se autodescobrir volta ao "attraversiamo", sua palavra de vida. Ela atravessou o mundo em busca do encantamento que tinha perdido. Encontrou e renasceu.
Claro que não é preciso darmos a volta ao mundo para fazermos nossas travessias. Basta nos libertarmos do que nos prende. Conceitos, opiniões... O que vem dos outros, aos outros pertence. Cada um sabe de si, de sua travessia. Que façamos com que ela seja suave. Que tenhamos força para suavizar as intempéries. Que sejamos nós em nós mesmos, muito além das expectativas e projeções que nos lançam. Que possamos viver nossa real travessia.
A frase de Guimarães Rosa é para lembrar o post sobre a vida e suas travessias e, claro, retomar o assunto conforme foi prometido. Essa travessia cheia de vida, com seus altos e baixos existe para mostrar a efemeridade das coisas, de nós mesmos. Vivemos intensamente emoções. Quantas vezes achamos que a dor não iria passar, e passou? Na empolgação da alegria nos esquecemos que ela também não é eterna.
Viver plena e conscientemente cada instante que a vida nos proporciona é que dá sentido a ela. É o se conhecer para evoluir. Avançar, abrir caminhos e atravessar a fase na qual se está. Termina um período, outro tem início. Todo novo começo vem do fim de um outro começo. As travessias são importantes para o crescimento. E não foi só Guimarães Rosa quem destacou isso não.
A escritora norte americana Elizabeth Gilbert falou sobre o mesmo assunto em uma de suas mais conhecidas obras: "Comer, Rezar e Amar". O termo usado é um verbo em italiano: "attraversiamo" , que significa vamos atravessar. Assim mesmo, conjugado na primeira pessoa do plural. Porque todos nós fazemos nossas travessias. Algumas vezes juntos, dividindo sentimentos e sensações. Outras, acompanhados de nós mesmos, numa jornada que precisa ser vencida pelo "eu".
Liz Gilbert, em suas andanças na busca por ela mesma, pela pessoa que se perdeu em meio a expectativas e rotinas alheias à sua, descobre o mundo e se encontra. Conhece o verbo "attraversiamo" em sua passagem pela Itália. Em seguida, descobre que cada um deve ter uma palavra para se identificar com a vida. Ao se autodescobrir volta ao "attraversiamo", sua palavra de vida. Ela atravessou o mundo em busca do encantamento que tinha perdido. Encontrou e renasceu.
Claro que não é preciso darmos a volta ao mundo para fazermos nossas travessias. Basta nos libertarmos do que nos prende. Conceitos, opiniões... O que vem dos outros, aos outros pertence. Cada um sabe de si, de sua travessia. Que façamos com que ela seja suave. Que tenhamos força para suavizar as intempéries. Que sejamos nós em nós mesmos, muito além das expectativas e projeções que nos lançam. Que possamos viver nossa real travessia.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Quem já ouviu Semisonic?
Hoje, o papo é sobre música. O Atemporal viajou no tempo e apresenta a você um pouco do rock alternativo do Semisonic. O grupo criado em 1995 - em Minneapolis no estado de Minnesota, nos Estados Unidos - surgiu depois que a Trip Shakespeare se desfez. Os integrantes, Dan Wilson (Guitarra/Vocal), John Munson (Baixo) se uniram ao guitarrista Jacob Slichter e formaram uma nova banda.
Neste mesmo ano foi lançado o primeiro trabalho, " Pleasure", um EP (sigla em inglês de Extended Play, um cd com número menor de músicas). Em 1996, veio o álbum completo, "Great Divide".
Você com certeza deve ter ouvido alguma música desses caras. O som é bem marcante. Um rock meio Indie... Som alternativo bem elaborado. Uma das canções mais conhecidas é de 1998, "Closing Time". Foi inclusive trilha sonora de filmes recentes.
Uma outra canção que fez bastante sucesso foi "Secret Smile". Em 1999, foi uma das mais tocadas nas rádios do Reino Unido.
"All About Chemistry", que traz uma música com o mesmo título é um cd de 2001.
Em 2002, veio "One Night at First Avenue". Um álbum gravado ao vivo na cidade onde o grupo nasceu. Esta foi a última gravação do Semisonic até o momento.
Foram sete anos juntos. Hoje, integrantes do Semisonic fazem trabalhos solo. Volta e meia realizam alguns shows como nos velhos tempos. Em entrevista à revista Rolling Stone no ano passado, Dan Wilson - que atualmente faz apresentações sozinho - disse que a banda "não é uma porta fechada". Pensa até que um novo álbum com o grupo seria interessante.
Vamos aguardar então. Porque a boa música não pode parar.
Neste mesmo ano foi lançado o primeiro trabalho, " Pleasure", um EP (sigla em inglês de Extended Play, um cd com número menor de músicas). Em 1996, veio o álbum completo, "Great Divide".
Você com certeza deve ter ouvido alguma música desses caras. O som é bem marcante. Um rock meio Indie... Som alternativo bem elaborado. Uma das canções mais conhecidas é de 1998, "Closing Time". Foi inclusive trilha sonora de filmes recentes.
Uma outra canção que fez bastante sucesso foi "Secret Smile". Em 1999, foi uma das mais tocadas nas rádios do Reino Unido.
"All About Chemistry", que traz uma música com o mesmo título é um cd de 2001.
Em 2002, veio "One Night at First Avenue". Um álbum gravado ao vivo na cidade onde o grupo nasceu. Esta foi a última gravação do Semisonic até o momento.
Foram sete anos juntos. Hoje, integrantes do Semisonic fazem trabalhos solo. Volta e meia realizam alguns shows como nos velhos tempos. Em entrevista à revista Rolling Stone no ano passado, Dan Wilson - que atualmente faz apresentações sozinho - disse que a banda "não é uma porta fechada". Pensa até que um novo álbum com o grupo seria interessante.
Vamos aguardar então. Porque a boa música não pode parar.
domingo, 31 de agosto de 2014
Um Pouco Sobre a Vida
A vida é feita de aprendizados. Lições que acumulamos ao longo do tempo. Sentimentos que são acrescentados a cada nova vivência e aqueles que amadurecem com os novos acontecimentos. Sim, alguns sentimentos nos acompanham ao longo de toda a vida e se transformam à medida em que lidamos com eles. Amor, ódio, frustrações, medos... São constantes. O cotidiano nos coloca em contato com situações que nos levam a essas sensações com frequência.
Tenho refletido a respeito disso ultimamente. Um desses sentimentos me veio à tona quando visitei minha cidade natal, Brasília de Minas. Fui a lugares onde passei minha infância. A pracinha da igreja Matriz é um desses locais. Perto de minha antiga casa e cheio de verde, paz... Ir para lá era sempre festa. E foi quando voltei lá que me lembrei, que além da alegria tinha também medo, sim medo, quando chegava perto dessa escadaria. Ela era enorme aos meus olhos. Tinha medo de cair daí. Descia com cuidado. Na correria típica de criança, me desequilibrei, tropecei algumas vezes. Talvez da lembrança dessas quedas viesse o medo.
O tempo passou. Hoje, a escada parece menor. O receio de descer ou subir os degraus já não existe. O que sinto, quando volto aqui é saudade do tempo em que uma das minhas preocupações era simplesmente tomar cuidado com a escada. A travessia que passou a ser cheia de receio, agora é conduzida pelas recordações inocentes.
Foi imersa nessa sensação de leveza dos primeiros passos, das emoções passadas que já não se parecem nada com as hoje que vi que mesmo distantes estas sensações têm um elo. Um caminho que foi percorrido até chegar ao momento presente.
Dia após dia, a vida nos coloca à prova, nos testa mesmo. Temos os mesmos sentimentos em situações diversas. Caímos, nos levantamos, seguimos. Tentamos de novo e de novo. Se formos persistentes e conscientes dos caminhos a serem seguidos, vencemos. E é aí, quando nos superamos, quando passamos por cima do que antes nos parecia impossível é que vemos que os medos de antes, lá do início, que deixamos para trás, não tinham muito sentido.
Um dia, voltamos para encarar cada um deles. Aí, notamos que já não existem. Eles sumiram quando nos esquecemos deles, quando surgiram desafios maiores. Crescemos, em estatura talvez, mas com certeza em maturidade. Porque a vida é isso: crescimento constante. Um emaranhado de emoções que ora são positivas e nos enchem de alegria, ora negativas e nos fazem ver que é preciso lutar.
No fim das contas, a vida - essa professora - quer mesmo é nos ensinar que o equilíbrio existe e nos faz bem.
A inconstância nos mostra que nada é eterno. Entre altos e baixos, temos a chance de balancear nossas emoções Tem uma frase do Guimarães Rosa que sempre me lembro. "O real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia". Estamos de passagem por aqui. Vivemos de pequenos ciclos que começam e terminam. O que levamos de cada um desses períodos se reflete no que vem adiante. São nessas travessias que nos encontramos um pouco mais, nos descobrimos. Bom, o assunto é extenso. Sei que ainda tenho muito o que aprender. Sobre essas travessias, tenho também muito o que falar. Vou guardar para outro post.
Tenho refletido a respeito disso ultimamente. Um desses sentimentos me veio à tona quando visitei minha cidade natal, Brasília de Minas. Fui a lugares onde passei minha infância. A pracinha da igreja Matriz é um desses locais. Perto de minha antiga casa e cheio de verde, paz... Ir para lá era sempre festa. E foi quando voltei lá que me lembrei, que além da alegria tinha também medo, sim medo, quando chegava perto dessa escadaria. Ela era enorme aos meus olhos. Tinha medo de cair daí. Descia com cuidado. Na correria típica de criança, me desequilibrei, tropecei algumas vezes. Talvez da lembrança dessas quedas viesse o medo.
O tempo passou. Hoje, a escada parece menor. O receio de descer ou subir os degraus já não existe. O que sinto, quando volto aqui é saudade do tempo em que uma das minhas preocupações era simplesmente tomar cuidado com a escada. A travessia que passou a ser cheia de receio, agora é conduzida pelas recordações inocentes.
Foi imersa nessa sensação de leveza dos primeiros passos, das emoções passadas que já não se parecem nada com as hoje que vi que mesmo distantes estas sensações têm um elo. Um caminho que foi percorrido até chegar ao momento presente.
Dia após dia, a vida nos coloca à prova, nos testa mesmo. Temos os mesmos sentimentos em situações diversas. Caímos, nos levantamos, seguimos. Tentamos de novo e de novo. Se formos persistentes e conscientes dos caminhos a serem seguidos, vencemos. E é aí, quando nos superamos, quando passamos por cima do que antes nos parecia impossível é que vemos que os medos de antes, lá do início, que deixamos para trás, não tinham muito sentido.
Um dia, voltamos para encarar cada um deles. Aí, notamos que já não existem. Eles sumiram quando nos esquecemos deles, quando surgiram desafios maiores. Crescemos, em estatura talvez, mas com certeza em maturidade. Porque a vida é isso: crescimento constante. Um emaranhado de emoções que ora são positivas e nos enchem de alegria, ora negativas e nos fazem ver que é preciso lutar.
No fim das contas, a vida - essa professora - quer mesmo é nos ensinar que o equilíbrio existe e nos faz bem.
A inconstância nos mostra que nada é eterno. Entre altos e baixos, temos a chance de balancear nossas emoções Tem uma frase do Guimarães Rosa que sempre me lembro. "O real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia". Estamos de passagem por aqui. Vivemos de pequenos ciclos que começam e terminam. O que levamos de cada um desses períodos se reflete no que vem adiante. São nessas travessias que nos encontramos um pouco mais, nos descobrimos. Bom, o assunto é extenso. Sei que ainda tenho muito o que aprender. Sobre essas travessias, tenho também muito o que falar. Vou guardar para outro post.quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Ser Canhoto em um Mundo de Destros
Oi, gente! Com as férias decidi dar uma passadinha aqui no blog. Mas hoje, não foi por acaso. É para falar sobre uma data que pouca gente conhece. Sabia que 13 de agosto é dia do canhoto? Consequentemente, meu dia. Somos cerca de 10% da população mundial!Segundo a Revista Galileu, decidiram fazer esse dia para "lembrar das dificuldades que enfrentramos". Eu, particularmente, não vejo bem como dificuldades, já que nos adaptamos bem e com certa facilidade a tudo.Sinceramente, amo ser canhota!
Refletindo sobre isso e revirando textos antigos, encontrei um que fiz em 2009 sobre o assunto. Decidi compartilhar com vocês. ;)
No ensino primário, alguns professores ao perceberem que um de seus alunos era canhoto, logo tentavam torná-lo destro . Lembro-me de que nessa fase, quando pegava o lápis ou a tesoura em sala de aula, a turma parava por instantes e comentava sobre meu jeito de escrever e recortar (que neste caso é com a mão direita, rsrs).
Refletindo sobre isso e revirando textos antigos, encontrei um que fiz em 2009 sobre o assunto. Decidi compartilhar com vocês. ;)
O que lhe vem à mente quando ouve ou lê: Esquerda, canhoto. Seja
sincero. Ao ler a primeira palavra pensou em oposição, algo errado, que
contraria as regras vigentes. E quando viu a segunda, logo imaginou alguém que
escreve de forma diferente, engraçada. Alguém que não passa por dificuldade
alguma em “mundo de destros”.
Isso mesmo, num “mundo de destros”. Discorda? Bem,
vamos analisar então. Quando entra em um Ciber Café,
vai à casa de algum amigo ou entra em algum laboratório de informática você
utiliza qualquer computador sem nenhum problema, certo? O mouse está de
que lado? Direito, não é?! Digo isso com tanta certeza pelo número de vezes em
que tentei adaptar essa parte do computador para que fizesse meus trabalhos com
maior rapidez. No fim, quem se adaptou fui eu. Hoje, apesar de ser canhota,
manuseio o mouse como uma “perfeita destra”.
As regras de etiqueta não ficam para trás. A distribuição
dos copos e talheres na mesa decididamente não foi feita pensando em nós.
Falando em mesa, me lembrei da falta, para não falar
ausência, de carteiras para canhotos em escolas e universidades. Carteiras para
destros, consideradas desconfortáveis por eles mesmos, são uma máquina de
tortura para nós. Já prestou atenção na postura de alguém que escreve com a mão
esquerda numa mesa desse tipo? Para ter uma ideia do que passamos, tente
escrever em uma cadeira para canhotos. Pode ter certeza de que não vai gostar.
Só tem um problema, você só poderá fazer este teste se encontrar uma mesa para
canhotos, o que é meio difícil.
Sei disso pelas situações inusitadas pelas quais passei,
inclusive antes de entrar para a universidade. Normalmente, nas fichas de
inscrição para o vestibular há um espaço para informar se o candidato é destro
ou canhoto. Em uma das universidades para a qual prestei vestibular, não havia
qualquer pergunta relacionada ao assunto. Quando fui fazer a prova, me deparei
com uma carteira para destros. Falei com os responsáveis e após algum tempo
me trouxeram a mesa correta.
No ensino primário, alguns professores ao perceberem que um de seus alunos era canhoto, logo tentavam torná-lo destro . Lembro-me de que nessa fase, quando pegava o lápis ou a tesoura em sala de aula, a turma parava por instantes e comentava sobre meu jeito de escrever e recortar (que neste caso é com a mão direita, rsrs).
O olhar de espanto ou admiração ao nos verem escrever é comum. Já me acostumei a ouvir coisas
como: “Você é canhota!”, “Ela escreve com a mão esquerda!”, “É engraçado te ver
escrevendo”....
Em meio a este universo fizemos algumas conquistas. Já encontramos abridores de latas
feitos para nós, sabia?! Sim, com os convencionais é meio complicado abrir latas... Mas amo ser canhota. Tenho certeza de que todos os que escrevem com a mão esquerda também. É engraçado, porque observamos detalhes que no dia-a-dia passam despercebidos para muitos. Também nos tornamos detalhes que se destacam em meio à maioria, principalmente na hora de usar caneta e papel. Ser canhoto é assim... Simples e divertido. Tudo depende da forma como se olha para as coisas. sexta-feira, 29 de março de 2013
Felicidade...
A felicidade tem cheiro, cor, sabor... É possível tocá-la e ouvi-la.
A felicidade tem cheiro de terra molhada, das flores preferidas... Tem cheiro de infância que se faz presente em pequenos detalhes.
Tem a cor do céu azul que traz a alegria dos dias de sol... O tom das nuvens de chuva que trazem lembranças de momentos bons.
O doce sabor da vida que dá a instantes especiais um gostinho de "quero mais".
Tocamos a felicidade quando sentimos a força do abraço de quem nos quer bem. Quando estamos junto de quem emana amor, paz e tranquilidade.
A felicidade está no som dos pássaros que cantam ao amanhecer, que encantam os dias com um jeito tão suave.
Felicidade é evoluir e encher-se de alegria ao se voltar para as origens e encontrar em si mesmo tudo isso. É ver que ela está no ser e no que ele traz consigo.
A felicidade tem cheiro de terra molhada, das flores preferidas... Tem cheiro de infância que se faz presente em pequenos detalhes.
Tem a cor do céu azul que traz a alegria dos dias de sol... O tom das nuvens de chuva que trazem lembranças de momentos bons.
O doce sabor da vida que dá a instantes especiais um gostinho de "quero mais".
Tocamos a felicidade quando sentimos a força do abraço de quem nos quer bem. Quando estamos junto de quem emana amor, paz e tranquilidade.
A felicidade está no som dos pássaros que cantam ao amanhecer, que encantam os dias com um jeito tão suave.
Felicidade é evoluir e encher-se de alegria ao se voltar para as origens e encontrar em si mesmo tudo isso. É ver que ela está no ser e no que ele traz consigo.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Sobre as Mudanças da Vida
Mudar dá trabalho, mas tem suas recompensas... Foi a conclusão a que cheguei depois de fazer minha mudança de casa. Nesse processo, desfazemos tudo o que “construímos” ao longo do tempo, nos deparamos com pedaços de nós deixados para trás... Desejos, planos... Quantos deles realizamos, quantos abandonamos. Quanto ainda está por vir...
Recordações, bons momentos esquecidos no baú da memória e reencontrados em gavetas. Guardados como relíquias cujo valor só pode ser medido por nós mesmos. Assim como a mudança no espaço físico, as transformações da vida passam pelos mesmos processos. Muitas vezes não nos damos conta, mas o tempo e as circunstâncias vão nos moldando. Aos poucos, nos transformamos em novas pessoas. Sem perceber, deixamos para trás parte de nossos sonhos, para quem sabe, retomarmos os planos no futuro.
O futuro chega... E volta e meia paramos para pensar se chegamos aonde queríamos. É hora de abrir as gavetas e baús de lembranças, nos confrontarmos com o que guardamos. Separamos o que achamos que ainda serve, descartamos o que era apenas ilusão momentânea. Nem sempre é fácil. Junto com tudo isso vêm também a separação, o gostinho antecipado da saudade... Um sentimento que insiste em nos prender onde estamos. Mas sabemos: é preciso seguir.
Hora de arrumar tudo de novo, refazermos nosso espaço com o que cabe nele, do nosso jeito. Momento de adaptação. Percebe-se, aos poucos, que a novidade veio para renovar experiências, trazer novas expectativas. É aí que começa a real transformação. Claro que junto com ela virão desafios, mas o que seria a vida sem eles?
Depois de colocarmos tudo no lugar, quando temos a sensação de missão cumprida, vem o resultado do esforço físico: o cansaço.
É... Mudar não é fácil. Causa dor no corpo, traz dor na alma, exige coragem... Mas, acredite: tem suas recompensas. Como diz Taiz Gomes, uma amiga minha: “Mudar é para poucos. Eu espero que seja para você”.
É... Mudar não é fácil. Causa dor no corpo, traz dor na alma, exige coragem... Mas, acredite: tem suas recompensas. Como diz Taiz Gomes, uma amiga minha: “Mudar é para poucos. Eu espero que seja para você”.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
30
É impressionante...
Como o “ao lado” se torna distante.
O tudo se torna nada
Sem necessidade de palavras.
Os minutos parecem eternidade
Que dão vida à saudade
E a tudo o que era.
Os dias são rotina pautada na espera.
A mudança grita para surgir.
Possibilidades começam a se abrir.
Se aproxima a hora da decisão.
Equilibrar a mente com o coração.
Se aproxima a hora da decisão.
domingo, 8 de maio de 2011
Para uma mãe em especial
Bom, hoje, Dia das Mães, vou falar sobre uma mãe em especial: minha avó materna. Há menos de um mês ela nos deixou, mas as lições de vida semeadas enquanto estava entre nós permanecem vivas. Este foi o primeiro dia das mães sem sua presença. Deu um vazio... Foi estranho ir à Brasília de Minas e não ir à casa dela. Deu saudade do rostinho feliz ao me ver chegar pra visitar, o abraço...
Minha avó, Dindinha como era chamada, foi um exemplo de força, determinação, bom caráter e doçura. Sempre exigiu dos filhos conduta exemplar. Era rigorosa com a disciplina e ao mesmo amável. Amou e educou a todos da mesma forma, os preparou para o mundo, formou uma família unida. União fácil perceber inclusive agora.
Como avó, que dizem que é mãe duas vezes, foi a melhor avó do mundo. Também nos cobrava respeito, fazia questão de reforçar a importância da mãe em nossas vidas. Falava o quanto devemos amar quem nos deu a vida. Talvez, preocupação de mãe com a felicidade e tranquilidade dos filhos, uma forma de compartilhar a responsabilidade pela educação dos netos. Ela também brincava com a gente, fazia questão de contar como foi a infância dela, mostrava pra gente as brincadeiras da época. E olhe, isso me ensinou a usar a imaginação, não ser dependente da indústria dos brinquedos. Aprendi a valorizar mais o "SER", porque o "TER" não paga nem vale tanto quanto um sentimento sincero.
Uma das lembranças que tenho de minha infância eram os dias em que ela vinha da fazenda (quando mais nova ela morava na fazenda onde viveu com meu avô) e ficava lá em casa. Todos os dias de manhãzinha - ela sempre acordou cedo - assim que o sol saía ela ia para o quintal e sentava para "esquentar o sol", como dizia. Eu ia junto, amava ficar ao lado dela ouvindo histórias...
Outro fato que me marca eram os dias em que eu a acompanhava até a missa. O sorriso no rosto dela, toda orgulhosa falando pras amigas da igreja: "Ela é minha neta"! O tempo passou... Ela foi se tornando cada vez mais frágil. Teve Alzheimer, mas nunca esqueceu o nome de nenhum dos filhos. Sempre se lembrou das datas de aniversário de todos, inclusive do meu. Tão pequeninha, aparentemente frágil, mas com um coraçãozinho enorme, sempre preocupada com todos ao seu redor.Queria ver todos felizes, que todos nós fôssemos felizes.A saudade ainda dói, mas é compensada pelos exemplos que deixou, pela certeza de que tivemos ao nosso lado uma pessoa mais do que especial. Uma mãe exemplar, que criou filhas maravilhosas, que se tornaram mães incríveis. Graças a ela digo hoje que tenho a melhor mãe do mundo!
Minha avó, Dindinha como era chamada, foi um exemplo de força, determinação, bom caráter e doçura. Sempre exigiu dos filhos conduta exemplar. Era rigorosa com a disciplina e ao mesmo amável. Amou e educou a todos da mesma forma, os preparou para o mundo, formou uma família unida. União fácil perceber inclusive agora.
Como avó, que dizem que é mãe duas vezes, foi a melhor avó do mundo. Também nos cobrava respeito, fazia questão de reforçar a importância da mãe em nossas vidas. Falava o quanto devemos amar quem nos deu a vida. Talvez, preocupação de mãe com a felicidade e tranquilidade dos filhos, uma forma de compartilhar a responsabilidade pela educação dos netos. Ela também brincava com a gente, fazia questão de contar como foi a infância dela, mostrava pra gente as brincadeiras da época. E olhe, isso me ensinou a usar a imaginação, não ser dependente da indústria dos brinquedos. Aprendi a valorizar mais o "SER", porque o "TER" não paga nem vale tanto quanto um sentimento sincero.
Uma das lembranças que tenho de minha infância eram os dias em que ela vinha da fazenda (quando mais nova ela morava na fazenda onde viveu com meu avô) e ficava lá em casa. Todos os dias de manhãzinha - ela sempre acordou cedo - assim que o sol saía ela ia para o quintal e sentava para "esquentar o sol", como dizia. Eu ia junto, amava ficar ao lado dela ouvindo histórias...
Outro fato que me marca eram os dias em que eu a acompanhava até a missa. O sorriso no rosto dela, toda orgulhosa falando pras amigas da igreja: "Ela é minha neta"! O tempo passou... Ela foi se tornando cada vez mais frágil. Teve Alzheimer, mas nunca esqueceu o nome de nenhum dos filhos. Sempre se lembrou das datas de aniversário de todos, inclusive do meu. Tão pequeninha, aparentemente frágil, mas com um coraçãozinho enorme, sempre preocupada com todos ao seu redor.Queria ver todos felizes, que todos nós fôssemos felizes.A saudade ainda dói, mas é compensada pelos exemplos que deixou, pela certeza de que tivemos ao nosso lado uma pessoa mais do que especial. Uma mãe exemplar, que criou filhas maravilhosas, que se tornaram mães incríveis. Graças a ela digo hoje que tenho a melhor mãe do mundo!
terça-feira, 8 de março de 2011
8 de março
Um dia só para lembrar as conquistas daquelas que todos os dias vencem obstáculos, superam barreiras. Para que essa data existisse foi necessário que muitas delas morressem antes disso. Para alcançar as atuais conquistas, muitas outras se foram.
E mesmo diante do espaço aberto a nós na sociedade, o caminho ainda é complicado, cheio pedras, as constroem as barreiras do preconceito e da discriminação.
Quando buscamos independência, não queremos somente uma função a mais para somar às habituais atividades domésticas (a jornada tripla ou quádrupla da trabalhadora, mãe, esposa, dona de casa).
Queremos também compreensão, que os homens façam parte desse nosso universo assim como fazemos parte do mercado de trabalho. Colaboração, troca de experiências. Convivência de igual para igual. Alguns alcançaram esse nível, mas a grande maioria, infelizmente, ainda se prende aos conceitos tradicionais. Nada que nós, com nossa delicadeza e força, não consigamos superar. Só acho que tudo poderia ser mais fácil se, nessas horas, o ser humano usasse a razão que lhe difere dos demais animais, e enxergasse que juntos todos chegam ao melhor resultado.
Muitos 8 de março estão por vir. Que a cada ano, uma conquista a mais faça parte dessa história marcada por lutas. Parabéns a todas nós! E para finalizar, um poema de um escritor que admiro muito: Pablo Neruda.
Mulheres
Elas sorriem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.
Elas brigam por aquilo que acreditam.
Elas levantam-se para injustiça.
Elas não levam "não" como resposta quando
acreditam que existe melhor solução.
Elas levantam-se para injustiça.
Elas não levam "não" como resposta quando
acreditam que existe melhor solução.
Elas andam sem novos sapatos para
suas crianças poder tê-los.
Elas vão ao medico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.
suas crianças poder tê-los.
Elas vão ao medico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.
Elas choram quando suas crianças adoecem
e se alegram quando suas crianças ganham prêmios.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre
um aniversario ou um novo casamento.
e se alegram quando suas crianças ganham prêmios.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre
um aniversario ou um novo casamento.
Pablo Neruda
Ainda Dá Tempo
Alguns segundos... Um olhar iluminado desses que fazem a gente esquecer que existe escuridão. Alguns segundos... E um sorriso doce dá vida a inúmeros sonhos. Essa sensação maravilhosa vem de uma menininha, de cerca de três anos, que conheci quando fui fazer uma reportagem na Fundação Sara. A instituição cuida de crianças e adolescentes do Norte de Minas e Sul da Bahia com câncer.
Assim que entrei na sala de visitas da Fundação vi alguns assistidos, entre eles a criança a que me refiro. Quando me sentei no sofá para conversar com a oncologista a respeito do assunto da reportagem, fui surpreendida pela ternura daquela menina. Ela se sentou ao meu lado, perguntou meu nome e, singelamente, se deitou em meu colo. Ao olhar para ela, vi um brilho no olhar que há tempos não via no rosto das pessoas com quem convivo, inclusive, no meu. Em seguida, um sorriso intenso, de derreter o coração mais gelado.
Ela é uma criança linda, cheia de vida e, que, assim como os outros assistidos pela instituição, luta pela vida. Fiz minha reportagem. Saí da Fundação, mas a lembrança daquela criança e, claro, a grande lição que ela me deu naquele dia, não saíram de mim. É simplesmente, incrível como ela, tão novinha, tão pequena, aparentemente tão frágil é capaz de emanar tanta vitalidade diante da situação. Sim, você pode dizer que ela não tem consciência do que se passa. Mas, respondo: Ela sente, literalmente, no corpo os efeitos de tudo isso, do tratamento que, por sinal, não é leve. Ainda assim, é um exemplo de perseverança, esperança... Vida.
Um exemplo de que, apesar das dores, é preciso sorrir. A prova de que gestos simples fazem a diferença, muitas vezes, de uma forma que nem se imagina. Para perceber isso, tempo é uma questão de sentimento, da velocidade e intensidade com que se capta a mensagem. A força? Bom... Acho que nem é preciso dizer que, neste caso, vai além do que os músculos podem fazer. Ela ultrapassa a barreira do físico.
Essa situação também me fez lembrar de que para tudo o que fazemos, há um retorno. Contribuo com a Fundação Sara por meio de doações. Nessa simples visita tive de volta muito mais do que ajudei até hoje. Recebi uma recompensa que não tem preço, um sentimento que nada nem ninguém no mundo vai poder me tirar: a certeza de que de alguma forma, contribui para que aquele sorriso estivesse naquele rostinho e também no rosto dos familiares que acompanham essa luta.
Saí dali com a certeza de que olhar além de si mesmo vale muito mais do que se pode imaginar.
O fim de ano está aí. A tradicional pergunta é inevitável: “O que você fez”? Pense bem. Ainda dá tempo de começar a escrever novos e emocionantes capítulos da sua história. E por que não, dar mais vida a outras histórias? Faça sua parte. Não precisa ser necessariamente na Fundação Sara. Existem outras instituições da cidade que também precisam de ajuda. Asilo São Vicente de Paulo, APAE, CCVEC são alguns exemplos. O auxílio material é apenas uma das formas de contribuir. Você pode fazer a diferença com visitas. Prestar trabalho voluntário é outra opção. Só não vá dizer que não tem tempo. Porque tempo, assim como a vida, é a gente quem faz.
domingo, 24 de outubro de 2010
Texto de uma escritora espetacular
Olá!!! Demorei, mas voltei. E apareci pra compartilhar um texto de uma escritora que me prendeu a atenção pela maneira maravilhosa como lida com as palavras: Ana Cláudia Saldanha Jácomo. Mais conhecida como Ana Jácomo. Abaixo, um texto que tira a necessidade de apresentação ou mais explicações a seu respeito.
"Tenho aprendido com o tempo que a felicidade vibra na frequência das coisas mais simples. Que o que amacia a vida, acende o riso, convida a alma pra brincar, são essas imensas coisas pequeninas bordadas com fios de luz no tecido áspero do cotidiano. Como o toque bom do sol quando pousa na pele. A solidão que é encontro. O café da manhã com pão quentinho e sonho compartilhado. A lua quando o olhar é grande. A doçura contente de um cafuné sem pressa. O trabalho que nos erotiza. Os instantes em que repousamos os olhos em olhos amados. O poema que parece que fomos nós que escrevemos. A força da areia molhada sob os pés descalços. O sono relaxado que põe tudo pra dormir. A presença da intimidade legítima. A música que nos faz subir de oitava. A delicadeza desenhada de improviso. O banho bom que reinventa o corpo. O cheiro de terra. O cheiro de chuva. O cheiro do tempero do feijão da infância. O cheiro de quem se gosta. O acorde daquela risada que acorda tudo na gente. Essas coisas. Outras coisas. Todas, simples assim.
Tenho aprendido com o tempo que a mediocridade é um pântano habitado por medos famintos, ávidos por devorar o brilho dos olhos e a singularidade da alma. Que grande parte daquilo em que juramos acreditar pode ser somente crença alheia que a gente não passou a limpo. Que pode haver algum conforto no acordo tácito da hipocrisia, mas ele não faz a vida cantar. Que se não tivermos um olhar atento e generoso para os nossos sentimentos, podemos passar uma jornada inteira sem entrar em contato com o que realmente nos importa. Que aquilo que, de fato, nos importa, pode não importar a mais ninguém e isso não tem importância alguma. Que enquanto não nos conhecermos pelo menos um pouquinho, rabiscaremos cadernos e cadernos sem escrever coisa alguma que tenha significado para nós.
Tenho aprendido com o tempo que quando julgamos falamos mais de nós do que do outro. Que a maledicência acontece quando o coração está com mau hálito. Que o respeito é virtude das almas elegantes. Que a empatia nasce do contato íntimo com as nuances da nossa própria humanidade. Que entre o que o outro diz e o que ouvimos existem pontes ou abismos, construídos ou cavados pela história que é dele e pela história que é nossa. Que o egoísmo fala quando o medo abafa a voz do amor. Que a carência se revela quando a autoestima está machucada. Que a culpa é um veneno corrosivo que geralmente as pessoas não gostam de ingerir sozinhas. Que a sala de aula é a experiência particular e intransferível de cada um.
Tenho aprendido com o tempo coisas que somente com o tempo a gente começa a aprender. Que o encontro amoroso, para ser saudável, não deve implicar subtração: deve ser soma. Que há que se ter metas claras, mas, paradoxalmente, como alguém me disse um dia, liberdade é não esperar coisa alguma. Que a espontaneidade e a admiração são os adubos naturais que fazem as relações florescerem. Que olhar para o nosso medo, conversar com ele, enchê-lo de cuidado amoroso quando ele nos incomoda mais, levá-lo para passear e pegar sol, é um caminho bacana para evitar que ele nos contraia a alma.
Tenho aprendido que se nos olharmos mais nos olhos uns dos outros do que temos feito, talvez possamos nos compreender melhor, sem precisar de muitas palavras. Que uma coisa vale para todo mundo: apesar do que os gestos às vezes possam aparentar dizer, cada pessoa, com mais ou menos embaraço, carrega consigo um profundo anseio por amor. E, possivelmente, andará em círculo, cruzará desertos, experimentará fomes, elegerá algozes, posará de vítima para várias fotos, pulará de uma ilusão a outra, brincará de esconde-esconde com a vida, até descobrir onde o tempo todo ele está."
EXTO DE ANA JACOMO (http://anajacomo.blogspot.com)
"Tenho aprendido com o tempo que a felicidade vibra na frequência das coisas mais simples. Que o que amacia a vida, acende o riso, convida a alma pra brincar, são essas imensas coisas pequeninas bordadas com fios de luz no tecido áspero do cotidiano. Como o toque bom do sol quando pousa na pele. A solidão que é encontro. O café da manhã com pão quentinho e sonho compartilhado. A lua quando o olhar é grande. A doçura contente de um cafuné sem pressa. O trabalho que nos erotiza. Os instantes em que repousamos os olhos em olhos amados. O poema que parece que fomos nós que escrevemos. A força da areia molhada sob os pés descalços. O sono relaxado que põe tudo pra dormir. A presença da intimidade legítima. A música que nos faz subir de oitava. A delicadeza desenhada de improviso. O banho bom que reinventa o corpo. O cheiro de terra. O cheiro de chuva. O cheiro do tempero do feijão da infância. O cheiro de quem se gosta. O acorde daquela risada que acorda tudo na gente. Essas coisas. Outras coisas. Todas, simples assim.
Tenho aprendido com o tempo que a mediocridade é um pântano habitado por medos famintos, ávidos por devorar o brilho dos olhos e a singularidade da alma. Que grande parte daquilo em que juramos acreditar pode ser somente crença alheia que a gente não passou a limpo. Que pode haver algum conforto no acordo tácito da hipocrisia, mas ele não faz a vida cantar. Que se não tivermos um olhar atento e generoso para os nossos sentimentos, podemos passar uma jornada inteira sem entrar em contato com o que realmente nos importa. Que aquilo que, de fato, nos importa, pode não importar a mais ninguém e isso não tem importância alguma. Que enquanto não nos conhecermos pelo menos um pouquinho, rabiscaremos cadernos e cadernos sem escrever coisa alguma que tenha significado para nós.
Tenho aprendido com o tempo que quando julgamos falamos mais de nós do que do outro. Que a maledicência acontece quando o coração está com mau hálito. Que o respeito é virtude das almas elegantes. Que a empatia nasce do contato íntimo com as nuances da nossa própria humanidade. Que entre o que o outro diz e o que ouvimos existem pontes ou abismos, construídos ou cavados pela história que é dele e pela história que é nossa. Que o egoísmo fala quando o medo abafa a voz do amor. Que a carência se revela quando a autoestima está machucada. Que a culpa é um veneno corrosivo que geralmente as pessoas não gostam de ingerir sozinhas. Que a sala de aula é a experiência particular e intransferível de cada um.
Tenho aprendido com o tempo coisas que somente com o tempo a gente começa a aprender. Que o encontro amoroso, para ser saudável, não deve implicar subtração: deve ser soma. Que há que se ter metas claras, mas, paradoxalmente, como alguém me disse um dia, liberdade é não esperar coisa alguma. Que a espontaneidade e a admiração são os adubos naturais que fazem as relações florescerem. Que olhar para o nosso medo, conversar com ele, enchê-lo de cuidado amoroso quando ele nos incomoda mais, levá-lo para passear e pegar sol, é um caminho bacana para evitar que ele nos contraia a alma.
Tenho aprendido que se nos olharmos mais nos olhos uns dos outros do que temos feito, talvez possamos nos compreender melhor, sem precisar de muitas palavras. Que uma coisa vale para todo mundo: apesar do que os gestos às vezes possam aparentar dizer, cada pessoa, com mais ou menos embaraço, carrega consigo um profundo anseio por amor. E, possivelmente, andará em círculo, cruzará desertos, experimentará fomes, elegerá algozes, posará de vítima para várias fotos, pulará de uma ilusão a outra, brincará de esconde-esconde com a vida, até descobrir onde o tempo todo ele está."
EXTO DE ANA JACOMO (http://anajacomo.blogspot.com)
sábado, 28 de agosto de 2010
El Cuarteto de Nos: Um grupo Atemporal
Bom, pra marcar a volta de meus posts nada melhor do que apresentar à você uma banda atemporal : El Cuarteto de Nos. O grupo uruguaio existe desde os anos 80 e mesmo com tanto tempo de existência e estando bem ao lado do Brasil, pouco se ouve falar sobre a banda por aqui. Até mesmo na internet, quase não se vêem páginas em português a respeito do grupo que atravessa gerações com seu estilo musical único. Então, para que você conheça melhor o som desses nossos vizinhos uruguaios, aí vão algumas informações e, claro, músicas.
Formada, incialmente, pelo baixista Santiago Tavella (Santi) e pelos irmãos guitarristas Roberto Musso (Rober) e Ricardo Musso (Riky), a banda se apresentou pela primeira vez em 1980 no Teatro Tinglado, no Uruguai, com uma linha musical que poderia ser definida como jazz-rock totalmente instrumental. Em 1984, o baterista Álvaro Pinto (Alvin) se juntou ao grupo. Os quatro são também vocalistas. O primeiro álbum foi lançado em 1986, com o título “Soy Uma Arveja”.
Em 1990, “Canciones Del Corazón”, lançado em cassete, foi um grande sucesso comercial. Os trabalhos mais recentes da banda são os cd’s “Raro” (2006) e “Bipolar” (2009). No meio da criação desse último, o grupo, que até então mantinha sua formação original, ganhou dois novos membros: o guitarrista Gustavo Antuña e o tecladista Santiago Marrero.
O estilo musical do El Cuarteto de Nos é marcado pelo senso de humor ao retratar fatos do dia-a-dia. Muitas canções são um convite à reflexão. Para se ter uma ideia do que estou querendo dizer, recomendo duas músicas. A primeira: “Ya no sé que hacer conmigo", do cd "Raro".
E a segunda: “Doble Identidad”, do álbum "Bipolar".
Discografia:
• El Cuarteto de Nos - Alberto Wolf - 1984
• Soy una arveja - 1986
• Emilio García - 1988
• Canciones del Corazón - 1990
• Otra Navidad en las Trincheras - 1994
• Barranca Abajo - 1995
• La misma porquería - 1995
• El Tren Bala - 1996
• Revista ¡¡Ésta!! - 1998
• Cortamambo - 2000
• El Cuarteto de Nos - 2004
• Raro - 2006
• Bipolar - 2009
Fontes: La República
Wikipedia
Formada, incialmente, pelo baixista Santiago Tavella (Santi) e pelos irmãos guitarristas Roberto Musso (Rober) e Ricardo Musso (Riky), a banda se apresentou pela primeira vez em 1980 no Teatro Tinglado, no Uruguai, com uma linha musical que poderia ser definida como jazz-rock totalmente instrumental. Em 1984, o baterista Álvaro Pinto (Alvin) se juntou ao grupo. Os quatro são também vocalistas. O primeiro álbum foi lançado em 1986, com o título “Soy Uma Arveja”.
Em 1990, “Canciones Del Corazón”, lançado em cassete, foi um grande sucesso comercial. Os trabalhos mais recentes da banda são os cd’s “Raro” (2006) e “Bipolar” (2009). No meio da criação desse último, o grupo, que até então mantinha sua formação original, ganhou dois novos membros: o guitarrista Gustavo Antuña e o tecladista Santiago Marrero.
O estilo musical do El Cuarteto de Nos é marcado pelo senso de humor ao retratar fatos do dia-a-dia. Muitas canções são um convite à reflexão. Para se ter uma ideia do que estou querendo dizer, recomendo duas músicas. A primeira: “Ya no sé que hacer conmigo", do cd "Raro".
E a segunda: “Doble Identidad”, do álbum "Bipolar".
Discografia:
• El Cuarteto de Nos - Alberto Wolf - 1984
• Soy una arveja - 1986
• Emilio García - 1988
• Canciones del Corazón - 1990
• Otra Navidad en las Trincheras - 1994
• Barranca Abajo - 1995
• La misma porquería - 1995
• El Tren Bala - 1996
• Revista ¡¡Ésta!! - 1998
• Cortamambo - 2000
• El Cuarteto de Nos - 2004
• Raro - 2006
• Bipolar - 2009
Fontes: La República
Wikipedia
domingo, 8 de agosto de 2010
Voltando aos poucos...
Em meio à correria acabei de afastando daqui. Masm agora, decidi voltar. É um retorno gradual. Estou à procura de algo bacana pra postar. Espero encontrar logo e que, claro, vocês gostem.
Até breve!
Até breve!
terça-feira, 6 de abril de 2010
Ana... Crônica
Depois de um tempo fora, muitos acontecimentos e distância da poesia, eis que volto a escrever. O resultado está logo abaixo.Acho que ainda está meio cru. Mas, não consegui alterar muita coisa. Então, decidi compartilhar com vocês. O título é o mesmo deste post: Ana... Crônica.
Ando em meio à multidão.
Divago em pedaços de mim.
Não nasci para a solidão.
Já não sei se o início está no fim.
Escrevo textos... Poesias...
Sou Ana... Crônica.
Vejo em cantos a magia
Sou nota desarmônica.
Procuro a melhor sinfonia.
Busco rimas que não casam.
A letra forma, aos poucos, melodia
Em sentimentos que se defasam.
Livros, canções, dança...
Arte que me move.
Sonho de criança.
Que cresce... Explode.
Trilha sempre sonora
Trilhada por vezes sozinha
Dicotomia que incomoda
Torna tortas muitas linhas.
Ando em meio à multidão.
Divago em pedaços de mim.
Não nasci para a solidão.
Já não sei se o início está no fim.
Escrevo textos... Poesias...
Sou Ana... Crônica.
Vejo em cantos a magia
Sou nota desarmônica.
Procuro a melhor sinfonia.
Busco rimas que não casam.
A letra forma, aos poucos, melodia
Em sentimentos que se defasam.
Livros, canções, dança...
Arte que me move.
Sonho de criança.
Que cresce... Explode.
Trilha sempre sonora
Trilhada por vezes sozinha
Dicotomia que incomoda
Torna tortas muitas linhas.
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