quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Reflexão Espetacular

Em tempos de espetacularização da notícia, celebridades relâmpago que surgem e desaparecem na velocidade da luz e foco em futilidades em detrimento de conhecimento realmente útil para a população, recomendo a leitura de um livro em especial: A Sociedade do Espetáculo, de Guy Debord. Publicada pela primeira vez em 1967, a obra, que apesar das inúmeras edições não sofreu nenhuma alteração, se enquadra perfeitamente no que se vive nos dias de hoje. Logo no início do prólogo para a terceira edição o Debord fala:
“A presente edição, ela também, permaneceu rigorosamente idêntica à de 1967. A presente edição, ela também, permaneceu rigorosamente idêntica à de 1967. A mesma regra norteará aliás, muito naturalmente, a reedição de todos os meus livros na Gallimard. Não sou destes que se corrigem”.
O motivo para tal afirmação, o autor explica no parágrafo seguinte:
“Uma teoria crítica como esta não tem que ser mudada; não enquanto não tiverem sido destruídas as condições gerais do longo período da história de que esta teoria terá sido a primeira a definir com exatidão. A continuação do desenvolvimento do período não fez senão confirmar e ilustrar a teoria do espetáculo cuja exposição, aqui reiterada, pode também ser considerada como histórica em uma acepção menos elevada”...
E ao final do prólogo, Debord avisa:
“É preciso ler este livro considerando que ele foi deliberadamente escrito na intenção de se opor à sociedade espetacular. Nunca é demais dizê-lo”.
Como se pode perceber, o conteúdo do livro é denso. É o tipo de leitura que desperta uma reflexão a cada parágrafo lido. E, confesso, enquanto lia, me perguntava se aquele livro havia mesmo sido escrito em 1967, tamanha a aplicabilidade das idéias e teorias aos dias atuais. Minhas impressões mais profundas a respeito da obra, prefiro reservá-las. Não por descaso, mas porque creio que este é o tipo de livro que deve ser lido sem comentários prévios. Para que, ao final, o leitor tire ele mesmo as suas próprias conclusões. Aos que se interessarem, o livro está disponível de forma gratuita em:

http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/socespetaculo.html

Caso não apareça como link, copie e cole a linha acima em seu navegador.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Final de Ano... Reflita...

Natal chegando... Ano Novo também... Hora de iniciar as compras? Bom, o economista Reinaldo Cafeo, tem uma sugestão bem mais interessante e creio que quem segui-la sai no lucro. Abaixo, o texto.

"Pense bem: em uma corrida você ultrapassa o segundo colocado, em que posição você fica?

Espero sua resposta até o final deste artigo.

Na prática inúmeras vezes somos precipitados. No afã de fazer as coisas nos atropelamos.

Na gestão empresarial isso é demonstrado diariamente. O cérebro que deveria comandar a empresa abre espaço para as pernas, que teimam em nos levar para onde querem.

Somos tragados pela mídia, pelo consumismo, pelos programas de TV, pelos modismos, pelo status dos vizinhos, pela gastança.

Nos falta um crivo que nos permita filtrar as coisas. É a velha história de mastigar antes de engolir. Invertemos a seqüência das coisas e depois choramos "o leite derramado".

O final de ano se aproxima e normalmente paramos para refletir. Fazemos inúmeras promessas e estabelecemos novas metas. Utilize esse tempo. Veja o que é positivo e está lhe agregando valor e valorize. O resto, que lhe incomoda, descarte.

Isso vale para família, emprego, política e economia.

O pensar antes de responder, ouvir mais do que falar exigem disciplina e essas coisas devem ser praticadas, sempre!

Quanto à pergunta inicial, errou quem disse que fica em primeiro lugar, afinal, se ultrapassar o segundo colocado, ficará no lugar dele, em segundo.

Quem acertou já está exercitando o pensar antes, quem errou vale a atenção".

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Ostra Feliz não Faz Pérola

Hoje, vou deixar-lhes com uma reflexão de um escritor o qual admiro muito: Rubem Alves. Para quem ainda não o conhece, recomendo "Mansamente Pastam as Ovelhas". Um livro repleto de mensagens que fazem realmente PENSAR na vida. Abaixo, um dos textos do livro citado.. O título, é o mesmo desta postagem: OSTRA FELIZ NÃO FAZ PÉROLA

“Ostras são moluscos, animais sem esqueleto, macias, que são as delícias dos gastrônomos. Podem ser comidas cruas, com pingos de limão, com arroz, paellas, sopas. Sem defesas – são animais mansos – seriam uma presa fácil dos predadores. Para que isso não acontecesse a sua sabedoria as ensinou a fazer casas, conchas duras, dentro das quais vivem. Pois havia num fundo de mar uma colônia de ostras, muitas ostras. Eram ostras felizes. Sabia-se que eram ostra felizes porque de dentro de suas conchas saía uma delicada melodia, música aquática, como se fosse um canto gregoriano, todas cantando a mesma música. Com uma exceção: de uma ostra solitária que fazia um solo solitário. Diferente da alegre música aquática, ela cantava um canto muito triste. As ostra felizes se riam dela e diziam: “Ela não sai da sua depressão...” Não era depressão. Era dor. Pois um grão de areia havia entrado dentro da sua carne e doía, doía, doía. E ela não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor. O seu corpo sabia que, para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de suas aspereza, arestas e pontas, bastava envolvê-lo com uma substância lisa, brilhante e redonda. Assim, enquanto cantava seu canto triste, o seu corpo fazia o seu trabalho – por causa da dor que o grão de areia lhe causava. Um dia passou por ali um pescador com o seu barco. Lançou a sua rede e toda a colônia de ostras, inclusive a sofredora, foi pescada. O pescador se alegrou, levou-as para a sua casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as ostras de repente seus dentes bateram numa objeto duro que estava dentro da ostra. Ele tomou-o em suas mãos e deu uma gargalhada de felicidade: era uma pérola, uma linda pérola. Apenas a ostra sofredora fizera uma pérola. Ele tomou a pérola e deu-a de presente para a sua esposa. Ela ficou muito feliz...” Ostra feliz não faz pérolas. Isso vale para as ostras e vale para nós, seres humanos. As pessoas que se imaginam felizes simplesmente se dedicam a gozar a vida. E fazem bem. Mas as pessoas que sofrem, elas têm de produzir pérolas para poder viver. Assim é a vida dos artistas, dos educadores, dos profetas. Sofrimento que faz pérola não precisa ser sofrimento físico. Raramente é sofrimento físico. Na maioria das vezes são dores na alma.

Um pouco mais de Rubem Alves em: http://www.rubemalves.com.br
Vale a pena.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A Turma da Mônica também cresceu

É isso mesmo. Já estão nas bancas a revista com a Turma da Mônica adolescente. Agora com 15 ou 16 anos, as personagens passaram por algumas transformações e passam a viver experiências típicas da adolescência. A Mônica, fez dieta e emagreceu. O Cebolinha, agora Cebola, passou por um fonoaudiólogo e só troca o R pelo L quando fica nervoso. O Cascão, quem diria, passa a tomar banho.
A quarta edição da revista chega às bancas em breve. Neste número, a Mônica beija o Cebolinha. Em entrevista ao G1, o cartunista Maurício de Sousa, não revelou se o beijo acaba em namoro. Maurício diz ainda que a versão manga da Turma pode frustrar alguns leitores mais tradicionalistas, para outros, pode ser interessante.
"Temos três tipos de leitores atualmente: os veteranos que já liam a revista e a tem como uma recordação da infância. Os jovens, que querem conferir para ver se os personagens agem e reagem como eles mesmos. E a criançada, que quer ser igual à Turma da Mônica quando crescer. Eles vão curtir, achar interessante, bonitinho. Mas é capaz que os mais velhos falem: 'pecado, isso não poderia ter acontecido. Meus ídolos de infância envelheceram, eu eu também envelheci’”, disse o cartunista à equipe do G1.
A 4ª edição da revista chega às bancas com uma tiragem de 300 mil exemplares sendo aumentada a cada novo volume. Abaixo, a "cena" do beijo entre Mônica e Cebolinha e a capa da 4ª edição da Turma da Mônica Jovem.




Boa ou ruim, a mudança tem chamado a atenção. Tanto que a Mônica é capa da edição de aniversário da revista Sax. A publicação, voltada para temas relacionados a moda e artes, traz oito páginas de entrevista com o criador da Turma da Mônica. Para a revista, Maurício afirmou que a versão manga da Turma pode se transformar em uma série de desenhos animados no Cartoon Network. O seriado seria exibido em todo o mundo. É a Turma da Mônica crescendo em todos os sentidos.

Abaixo, Mônica adolescente na capa da revista Sax.


OBS: As revistas em quadrinhos infantis da Turma da Mônica continuam em circulação.

Fontes:
G1: http://g1.globo.com/Noticias/Quadrinhos/0,,MUL881139-9662,00-MONICA+E+CEBOLINHA+SE+BEIJAM+NOVA+FASE+DA+TURMA.html

Blog dos Quadrinhos: http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/arch2008-11-01_2008-11-30.html#2008_11-23_16_57_20-10623622-27

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Música para Acalmar a Alma...

A música de hoje fica por conta de Jorge Drexler. Um cantor e compositor uruguaio que se consagrou com a música "Al Otro Lado del Río", primeira canção em espanhol a ganhar um Oscar na categoria musical.
A voz aliada ao arranjo como um todo, dão às músicas a peculiaridade de Drexler.
Abaixo, duas canções que me encantam. Espero que gostem.
Todo se Transforma


Mi Guitarra y Vos


Agora, a canção que consagrou Drexler no cenário musical. "Al Otro Lado Del Río"



OBS: Em tempo.Meu muito obrigada a meu amigo chileno Mauricio por me "apresentar" a Drexler.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Sobre o Jornalismo... Só quem nasceu para ele entende

Ao contrário do que muitos pensam, Jornalismo é muito mais que glamour. Aliás, glamour a profissão só tem para quem está fora dela. Horas e mais horas de muito trabalho para que tudo chegue ao público de forma clara e precisa. Todo o esforço é compensado pelas descobertas e emoções únicas que esta profissão proporciona. Espero, em breve, retornar a este universo fascinante. Abaixo, um texto que amo. Considero uma das melhores definições para esta profissão. O autor? Ninguém menos que Gabriel García Márquez.

"Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo das primícias, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte."
Gabriel Garcia Márquez

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Música...

Suavidade e força. É esta a marca da música de Brandi Carlile. A cantora e compositora norte-americana natural de Ravensdale, Washington, começou a tocar guitarra e escrever canções com apenas 15 anos. Antes de assinar contrato com uma gravadora, Carlile cantava com dois irmãos gêmeos Tim e Phil Hanseroth. A cantora atraiu a atenção da indústria musical depois de Dave Matthews ouviu a interpretação da sua banda em 2003 no Sasquatch! Music Festival. Para quem se interessar, segue abaixo um pouquinho do som de Brandi Carlile. A música é: The Story do álbum de mesmo nome lançado pela Columbia em 2007.